João Ralph Castaldi, Advogado

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João Ralph Castaldi, Advogado
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Comentário · há 20 dias
O melhor mesmo é o fato de que os comentários comprovam os argumentos trazidos por este e outros textos.

Acompanho a dra. Sara há algum tempo, a maioria de seus textos (senão todos) trazem "reflexões-tapa-na-cara-da-sociedade". É cômico que muitos intitulados advogados, que deveriam ser defensores dos direitos, leem apenas até onde interessa e critica negativamente, sem sequer tentar compreender a mensagem do texto.

A prova disso está nos comentários que se prenderam cegamente em "não existe crime de feminicídio", e a imensa maioria sequer leu a frase que se seguiu.

Chega a ser irônico: quando o juiz não lê a petição, os argumentos, os fundamentos e nem tenta seguir o raciocínio, nós, advogados, ficamos extremamente chateados, mas aqui está a prova de que muitos reproduzem esse mesmo tipo de conduta abominável do pré-julgamento e do julgar sem ler.

A autora, sem querer, "matou a cobra e mostrou o pau". Quer dizer, a autora sempre apontou, basicamente, como é gritante a diferença do tratamento social entre homem e mulher, neste texto em específico, apontou que a conduta ao estilo "mulher de Potifar" continua firme e forte, tanto que o homem preferiu ser julgado por homicídio que por estupro, uma vez que, especialmente em crimes sexuais, sabe que as leis são seguidas em prol da mulher e detrimento do homem.

E a prova disso, surpreendentemente, resta visível nos comentários. Quer dizer, quase todos se prenderam no fato da tentativa de homicídio, chegando a criticar duramente a autora em sua forte crítica social "não existe feminicídio", mas ninguém parece ter notado o fato da falsa denúncia de crime sexual seguir generalizadamente impune, chegando até mesmo a ser verdadeira extorsão judicialmente chancelada em favor das mulheres degeneradas.

Para quem não soube compreender: este texto começou com crítica ao (des) caso (social) específico para então enfatizar a injustiça predominante em todo o sistema.

E sobre a picuinha específica: a autora disse que não existe feminicídio PORQUE ninguém morre EXCLUSIVAMENTE por ser mulher, o que existe é o homicídio qualificado, isto é, os motivos determinantes para o homicídio independe de gênero. Daí uma crítica seria: por que se um homem mata uma mulher por ciúmes é feminicídio, mas se a mulher mata da mesma maneira e com o mesmo sentimento, é "apenas" homicídio qualificado? Por que há um tratamento diferente se a conduta lesiva é igual?

E nas demais: por que persegue-se com tanto afinco agressões às mulheres, mas deixa-se tão impune as falsas denúncias das mesmas? O dano é praticamente o mesmo, basta ver que mulheres violentadas carregam para sempre sequelas, da mesma maneira que um acusado injustamente por crime sexual, a diferença é que quando a mulher é violentada, ela tem o aparato estatal e mesmo social para ter sua vingança e indenização, mas quando o homem é acusado falsamente pela mulher, ele carregará esse estigma para sempre, pois ninguém vai atrás para saber dos fatos verdadeiros (que é justamente o que ocorreu no caso em tela).

Enfim. Parabéns à autora, uma crítica social tão certeira e f*da que é comprovada ao vivo e a cores.

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